COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA

MARIA, A MÃE QUE FORTALECE NOSSA FÉ

Helio Cunegundes | Simone Eugenio
publicado em 03/06/2020 14:29, atualizado em: 03/06/2020 14:34

MARIA, A MÃE QUE FORTALECE NOSSA FÉ

A Fé nos mostra o caminho. Já dizia Jesus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”

Mesmo em um contexto de pandemia e isolamento social, situação que interfere nas nossas relações e no nosso psicológico, a Igreja Católica não se furtou de, como tradicionalmente é feito, dedicar o mês de maio à figura de Maria, iniciando com a festa dedicada a José Operário, o pai de criação de Jesus, e terminando com a festa da Visitação, a ida de Maria à casa de Isabel, acentuando, assim, o caráter mariano desse mês, que remota ao século XII.

A Paróquia São Mateus Moreira, embora a portas fechadas, encerrou o mês de maio de maneira belíssima: o coroamento de Nossa Senhora. Este antecedido da reza do Terço Mariano durante trinta dias. Uma bênção!

Todavia, há de se atentar para um detalhe da maior importância. Terminou o mês de maio, mas não terminaram as homenagens a Nossa Senhora, porque Mãe merece tributos o ano inteiro. E, em se tratando de Maria, a Santa Mãe, Rainha do Céu e da Terra, a veneração em alto estilo deve ser uma constante na vida da Igreja Católica.

Alguém pergunta: Por que Maria merece tantas honras?

São muitas e convincentes as respostas a tal indagação:

A história de Maria é concomitante à história da salvação, vai do Gênesis ao Apocalipse. Maria é a Mulher que vence a serpente, que havia vencido a mulher: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3,15).

Maria é a autora do SIM mais significativo em todos os tempos. Foram duas frases proclamadas que mudaram as nossas vidas: “Ave Cheia de graça, o Senhor é convosco” (Lc 1,28). “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). É graças a essas palavras de Maria e ao seu Sim verdadeiro, dito, talvez, com medo ou insegurança, porém com a disposição de tudo perder para ganhar a verdadeira Vida, que, hoje, comemoramos o mistério divino: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós!”.

Maria é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus e do Redentor. Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel.

“Mulher, isto compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4). “Mulher, eis aí teu filho” (Jo 19,26). O fato de Jesus chamar Maria, a sua mãe, de mulher, significa que Maria é a grande mulher, a mais amada, a mais querida em relação às demais.

Maria é mãe da Igreja e, como tal, “zela para que seus filhos mantenham a unidade da fé...” e a tenham como intercessora, o que nos atesta que Maria é muito importante para a Igreja e para cada um de nós. Se Maria não fosse importante para nós católicos, certamente, não a louvaríamos com tantos gestos e palavras. A presença amorosa de Maria na Igreja cresceu junto com a consciência de que Jesus era Filho de Deus. O Filho é que concede à mãe a autoridade para que se torne mãe de toda a sua Igreja. Este gesto de entrega aconteceu no momento de sua crucifixão!

Maria é tão especial, que, no fundo, age como qualquer mãe. Ela ama cada um dos filhos, conforme as suas necessidades, porque ela sabe que somos diferentes uns dos outros.

Estas são, apenas, algumas das muitas verdades que justificam o nosso amor e veneração a Maria que devem ser patenteados no decorrer do ano inteiro.

Texto: Francisca Freire


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