DOMINGO DE RAMOS

INÍCIO DA SEMANA SANTA EM MEIO À PANDEMIA

Francisca Freire da Costa
publicado em 05/04/2020 11:56

DOMINGO DE RAMOS:

INÍCIO DA SEMANA SANTA EM MEIO À PANDEMIA

Na Escritura está escrito:

“Não receies, ó filha de Sião. Vê, o teu Rei aproxima-se, sentado numa cria de jumento.”

E aconteceu. O Filho de Maria e de José, que já não lhes dava satisfação por onde andava, desceu lá das bandas do Monte das Oliveiras, montado em jumento, expressão da pequenez terrena, que havia pedido aos discípulos que conseguisse pelas redondezas e o trouxesse, pois seguiria no rumo de Jerusalém. Era dia de festa naquela cidade. Lá havia muita gente, muitos peregrinos, vindos de muitas cidades e até de países longínquos, que desejavam visitar e conhecer o seu famoso templo.

Jesus, ao entrar em Jerusalém, foi ovacionado pela multidão. “O povo não se conteve: pôs-se a louvar a Deus em altas vozes. Crianças, jovens e adultos estendiam seus mantos pelo caminho. Cortavam ramos de palmeira e saíam ao seu encontro, gritando: "Louvor a Deus! Deus abençoe o que vem em nome do Senhor!"’.

Mesmo não havendo naquela época paparazzi e jornalistas abelhudos, no dia seguinte, Jesus foi o foco de todas as conversas. Afinal, quem era esse homem desprovido de riquezas e tão reverenciado? Grande equívoco! A realeza era o próprio Jesus.

Trazendo para a nossa realidade, qual o sentido dos Ramos? Os Ramos que, em outra conjuntura, seriam hoje conduzidos em procissão, serve para mostrar ao mundo que aqui estamos para construir o caminho da vida eterna com o Senhor; que neste planeta, somos, apenas, passageiros que nada temos de nosso. Poder? Nenhum! Sequer temos como vencer um inimigo que nem ser vivo é. Sejamos humildes! Jesus nos dá exemplo de humildade desde o seu nascimento.

Uma coisa é certa: o DOMINGO DE RAMOS, primeiros passos das dores e humilhações de Jesus, dá-nos inestimáveis lições:

Aquele povo que tão bem O recebeu em Jerusalém, porque sabia que Ele fazia milagres, é o mesmo que O condenou, gritando: crucifica-o! E a essa tão contraditória atitude, Jesus simplesmente disse: "Meu reino não é deste mundo...". Quanta falsidade há nas nossas atitudes, muitas vezes, inclusive, dentro da própria Igreja!

Neste domingo, aprendemos que para seguir o Cristo é preciso renunciarmos a nós mesmos. Como morre o grão de trigo na terra e depois dá fruto, assim deve ser conosco. É fundamental enfrentarmos os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor.

Com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, neste Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa, ou seja, a grandeza dos passos de Jesus no caminho para a Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Esta acontece no Domingo de Páscoa.

Lamentavelmente, em razão da pandemia, nós católicos, quase no mundo inteiro, não poderemos participar de modo presencial das liturgias desta semana, mas podemos e devemos participar por meio da comunhão espiritual e vivendo a liturgia através dos meios de comunicação, como acontece, graças a Deus, em nossa Paróquia São Mateus Moreira. Tenhamos a certeza de que todas as celebrações manterão a sua beleza e o seu significado. Por isso, estejamos preparados para vivenciarmos uma feliz Semana Santa, cujos atos fortalecerão a nossa fé, a nossa esperança e a nossa espiritualidade. Que o grave momento que ora enfrentamos seja motivador de um profundo recolhimento no amor de Deus.

Encerramos nossa contribuição com o valioso ensinamento do papa Francisco, através do seu TweetDeck

“O Pai sustentou o serviço de Jesus: não desbaratou o mal que se abatia sobre ele, mas sustentou o seu sofrimento para que o nosso mal fosse vencido apenas com o bem, para que fosse completamente atravessado pelo amor. Em toda a sua profundidade.”

#DomingodeRamos


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